A partir dos 11 anos, mais ou menos, o "pequeno" começa a enfrentar diversas transformações e, aos 15 anos, dificilmente reconhece-se no jovem a criança que ele foi ha quatro anos. Ele já é uma outra pessoa, mas sente-se ainda assustado e desadaptado a seu novo ser.
A puberdade refere-se ao período no qual se manifestam as características sexuais secundárias, com transformações no corpo e alterações no metabolismo. A adolescência constitui um período mais amplo, que alguns autores consideram uma invenção cultural da sociedade contemporânea.
Este é um tempo de passagem da infância para a vida adulta, um período de preparação para que a criança se transforme num membro ativo da sociedade, num indivíduo produtivo, criativo, independente e capaz de perpetuar sua espécie". Assim a dra. Laura Marisa Calejon — psicóloga e professora de Psicologia do Desenvolvimento nas Faculdades Metropolitanas Unidas, em São Paulo — define puberdade e adolescência, épocas marcantes no processo evolutivo de todo ser humano.
Paralelamente, há o crescimento dos seios, a primeira menstruação (menarca), nas meninas; o desenvolvimento da musculatura, a mudança de voz.
TRANSFORMAÇÕES QUE ASSUSTAM
Quando as meninas são bem orientadas, chegam à adolescência preparadas para aceitar a menstruação e as demais transformações de seu corpo. Mas esses fenômenos poderão representar acontecimentos ameaçadores e assustadores se não estiverem claramente conhecidos e assimilados.
Entretanto os jovens podem acolher tudo isso como coisas naturais que fazem parte do processo normal do crescimento. "O corpo em transformação passa a ser outro corpo" — afirma Laura Calejon —
Se o desenvolvimento anterior foi satisfatório.fica mais fácil elaborar o luto pela infância perdida, valorizando os novos recursos, percebendo sua própria capacidade reprodutora, entendendo que não está perdendo nada e assumindo as responsabilidades pela novas aquisições".
Porém as orientações recebidas e as experiências vividas durante a meninice são as mais variadas possíveis, produzindo também as mais diferentes reações na adolescência. Muitas meninas, por exemplo, esperam tranqüilamente sua primeira menstruação e sentem-se orgulhosas quando ela chega, e outras sentem vergonha e mesmo medo diante do suposto perigo que ela representa.
Um comportamento assim negativo pode perfeitamente ser evitado, se os pais, sobretudo as mães, ajudarem suas filhas, estimulando-as a sentir-se felizes com sua feminilidade, representada pelo advento da menstruação, e providenciando um atendimento médi-co-ginecológico adequado para elas.
Aparentemente os adolescentes de hoje estão mais bem informados sobre estas questões e, portanto, deveriam apresentar menos inquietações. Porém, nem sempre eles recebem as instruções mais correias e apropriadas, principalmente se aprendem somente em conversas com companheiros. Nota-se que muitos jovens apenas reprimem suas ansiedades, desejos e dúvidas e, sem entenderem direito o que lhes está acontecendo, ou sem conseguirem controlar todas as suas fantasias, torturam-se com medos desnecessários e infundados.
A puberdade refere-se ao período no qual se manifestam as características sexuais secundárias, com transformações no corpo e alterações no metabolismo. A adolescência constitui um período mais amplo, que alguns autores consideram uma invenção cultural da sociedade contemporânea.
Este é um tempo de passagem da infância para a vida adulta, um período de preparação para que a criança se transforme num membro ativo da sociedade, num indivíduo produtivo, criativo, independente e capaz de perpetuar sua espécie". Assim a dra. Laura Marisa Calejon — psicóloga e professora de Psicologia do Desenvolvimento nas Faculdades Metropolitanas Unidas, em São Paulo — define puberdade e adolescência, épocas marcantes no processo evolutivo de todo ser humano.
Paralelamente, há o crescimento dos seios, a primeira menstruação (menarca), nas meninas; o desenvolvimento da musculatura, a mudança de voz.
TRANSFORMAÇÕES QUE ASSUSTAM
Quando as meninas são bem orientadas, chegam à adolescência preparadas para aceitar a menstruação e as demais transformações de seu corpo. Mas esses fenômenos poderão representar acontecimentos ameaçadores e assustadores se não estiverem claramente conhecidos e assimilados.
Entretanto os jovens podem acolher tudo isso como coisas naturais que fazem parte do processo normal do crescimento. "O corpo em transformação passa a ser outro corpo" — afirma Laura Calejon —
Se o desenvolvimento anterior foi satisfatório.fica mais fácil elaborar o luto pela infância perdida, valorizando os novos recursos, percebendo sua própria capacidade reprodutora, entendendo que não está perdendo nada e assumindo as responsabilidades pela novas aquisições".
Porém as orientações recebidas e as experiências vividas durante a meninice são as mais variadas possíveis, produzindo também as mais diferentes reações na adolescência. Muitas meninas, por exemplo, esperam tranqüilamente sua primeira menstruação e sentem-se orgulhosas quando ela chega, e outras sentem vergonha e mesmo medo diante do suposto perigo que ela representa.
Um comportamento assim negativo pode perfeitamente ser evitado, se os pais, sobretudo as mães, ajudarem suas filhas, estimulando-as a sentir-se felizes com sua feminilidade, representada pelo advento da menstruação, e providenciando um atendimento médi-co-ginecológico adequado para elas.
Aparentemente os adolescentes de hoje estão mais bem informados sobre estas questões e, portanto, deveriam apresentar menos inquietações. Porém, nem sempre eles recebem as instruções mais correias e apropriadas, principalmente se aprendem somente em conversas com companheiros. Nota-se que muitos jovens apenas reprimem suas ansiedades, desejos e dúvidas e, sem entenderem direito o que lhes está acontecendo, ou sem conseguirem controlar todas as suas fantasias, torturam-se com medos desnecessários e infundados.
